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A crise de valores


Terça-feira, 23 de Maio de 2017
Por: Mucuta Mukhuta



Antes de mais gostaria de ligar a sirene para avisar o meu amigo que pretende ler esta crónica a respirar fundo, pois quem estiver com o ar suspenso pode interpretar de forma errada estas linhas escritas por um cidadão deste mundo sem tanto peso para equilibrar a balança da sociedade que já pende para o prato do desequilíbrio.

Não sei, e prefiro nem conhecer, o génio que criou esta palavra numa sessão terapêutica qualquer e hipnotizou o mundo e a maioria dos seres pensantes para aceitar a crise como um fardo que deixa tudo estagnado, sem a possibilidade de andar nem p'ra frente nem p'ra trás.

Alguns culpam os informáticos e os génios das novas tecnologias de informação e comunicação, esquecendo que a crise é mais velha da revolução tecnológica e das redes sociais. Talvez se dependesse dos técnicos informáticos, teríamos a esperança de, ao menos, restaurar, rapidamente, a sociedade para um estado em que funcionou no seu melhor e dali instalar antívirus para evitar que ela surja. Infelizmente isto não é tarefa deles, nã muito fácil. Talvez seja dos psicólogos. Ou da polícia fisco-social ... quem sabe de intervenção rápida. Pronto não importa!

O certo é que a situação é mais profunda do que parece se analisada do ponto de vista de atitudes e comportamentos. Ela pode ter a ver com o ego humano. É mais uma questão espiritual (interior), pois emana da subjectividade, da ambição e do desejo desmedidos, do egoísmo, do ódio, da inveja, do cinismo e de outros males que impedem o homem de ver com os olhos angelicais o ser divino como obra do mesmo Mentor.

As consequências, obviamente, estão à vista. Mesmo sem lupa e lentes microscópicas é possível ver que quase ninguém liga aos valores. Tal camião sem condutor, muitos cidadãos atropelam valores supremos, princípios e regras em troca de prazeres carnais, fama, dinheiro, honra, prestígios, privilégios, riquezas e outros supostos benefícios.

Ninguém consegue amarrar-me as cortinas da hipnose e obrigar-me a aceitar algumas situaçães: é difícil admitir que um pai prefira saciar o seu apetite sexual com a filha em detrimento da mãe dela que é esposa; Pastores convertidos em sacerdotes de catequeses políticas; Nepotismo político exacerbado; Igrejas ao serviços do evangelho mundano; Gestores perdido no foco de servir o próprio umbigo; Províncias sem combustível por desvios de camiões cisternas; Profissionais longe das balizas da ética e deontologia;

Enfim ... um conjunto de situações de uma vasta lista que não permite a um ser pensante ficar impávido e sereno no cadeirão do conformismo, porque ainda tenho a esperança no conceito chinês Wei-Ji, apresentado no Livro da Gestão de Crise ao Marketing de Crise de J. Martins Lampreia, que decorre da 'ideia de que a crise, representando um perigo real, encerra sempre uma oportunidade nova de mudança'.

Se arriarmos as cortinas opacas dos olhos da mente, veremos que a crise que estamos com ela não é tanto financeira ou económica, mas antes uma crise de princípios culturais, morais, cívicos, éticos e deontológicos... transversais a todos os seguimentos, deixando tudo e todos desestruturados. Ou seja, em poucas palavras esta é uma Crise de Valores.


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