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Livro de Salvador Ferreira revela o “Quotidiano San”


“Santinho” apresenta na obra de 156 páginas uma narrativa textual e fotográfica sobre o modo de vida do grupo étnico


29 de Março de 2019
Por: Mucuta Mukhuta



O modo de vida dos membros da Comunidade San em Angola está revelado no livro de autoria de Salvador Ferreira “Santinho”, intitulado “Quotidiano San”. A cerimónia de apresentação e assinatura de autógrafos aconteceu, hoje, sexta-feira, na mediateca do Lubango, província da Huíla, em cerimónia assistida por governantes, académicos, líderes da sociedade civil, amigos e familiares do autor.

O livro de 156 páginas faz uma simbiose perfeita entre a narrativa textual e fotográfica sobre o dia a dia da Comunidade San e as transformações ao longo de processos de transição e integração na sociedade angolana.

Salvador Ferreira “Santinho” sublinhou no acto de apresentação que o livro, escrito com base no pressuposto de que o San está no processo de transição, contou com a colaboração da ONG angolana Organização Cristã para o Desenvolvimento Comunitários (OCADEC), sedeada no Lubango.

O director da Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA- Antena Huíla e Cunene), Simeone Chiculo, que apresentou a obra, disse que o livro traz dados sobre o desafiante processo de afirmação da comunidade San e a luta para a sua integração na sociedade no contexto passado e actual.

Simeone Chiculo disse que a obra revela elementos e aspetos fundamentais para uma análise, reflexão e, acima de tudo, um compromisso que devem ser assumido para “a aceitação da comunidade tida como minoritária, mas cuja existência é ancestral”.

Numa apresentação marcada pela análise crítica, o director da ADRA na Huíla, afirmou que o livro de Salvador Ferreira provoca reflexão profunda sobre os desafios da comunidade San e enfatiza os ganhos e as perdas nas diferentes etapas de transição por causa da influência dos processos de integração e do contexto.

“É aqui onde cada actor social deve encontrar espaço para poder dar o seu contributo na já manifestada determinação do San para a sua integração na sociedade actual. O autor fez a sua parte. Mas o livro deve inspirar cada um de nós para dar a sua mão ao nosso irmão mais velho”, referiu, numa clara alusão a comunidade San como os primeiros habitantes do território nacional.

Simeone Chiculo defendeu que comunidade San “não pode ser encarada somente como um grupo minoritário, mas como distinto, nativa e com uma existência secular, cuja experiência de vida pode ser de grande valia e de referência para o povo Bantu”.

“Precisamos aprender com eles. Devemos estar abertos a entender as suas estratégias de sobrevivência na selva a sua longevidade e como consegue encontrar sustento e a cima de tudo preservar a vida e saúde, fazendo recurso à natureza”, argumentou.

Licenciado em Economia e Estudos Sociais pela Universidade de Swansea, Reino Unido, Salvador Ferreira, de 50 anos de idade, é autor de livros “Parceria Público-Privada em Angola”, em 2011, “A Fotografia do Quotidiano”, em 2012, e Tchivinguiro – uma memória colectiva”, em 2015.



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