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O valor ímpar da família nas decepções da vida

“Temos dificuldade de expressar afecto às pessoas próximas


20 de Julho de 2019
Por: Edson Kassanga



Diz-se que a estrada da vida é complexa. Enquanto estivermos a passar por algum obstáculo nos convencemos que quando o ultrapassarmos a vida andará de vento em popa. Mas, quando, finalmente, conseguimos ultrapassar o mesmo, em vez de ocorrer como o esperado, os obstáculos aumentam, tornando a nossa vida uma cordilheira de infelicidades. Apesar disso, nós podemos desenvolver a capacidade de transformar estas cordilheiras em planaltos ou planícies.

Um dos motivos que contribui, sobremaneira, para a nossa infelicidade tem sido a primazia que damos ao que almejamos, menosprezando o que já possuímos. Vezes sem conta, deixamos de prestar atenção às pessoas cujo comportamento e proximidade fazem-nos pensar que estão sempre ao nosso dispor para, inversamente, nos concentrarmos em outras mais distante, mas muitas vezes indiferentes aos nossos problemas.

São disso exemplo as ocasiões em que ignoramos as pessoas que estão a um palmo de distância para, através do telefone ou computadores, criarmos empatia com outras quase desconhecidas e equidistantes; a tendência que temos de darmos valor a alguém apenas quando este deixa de se importar connosco; o hábito de calarmos diante de quem nos elogia para reclamar quando este parar de elogiar; a dificuldade que possuímos em expressarmos afecto às pessoas com quem vivemos quando andamos na rua, na escola e no serviço a distribuir flores, elogios, abraços e rebuçados; etc.

Devido a nossa predisposição psicológica ou impressões que as pessoas pouco conhecidas nos dão, intencionalmente ou não, geramos, na maior parte dos casos, expectativas muito altas para aquilo que realmente são e nos decepcionamos quando, finalmente, descobrimos o desencontro desagradável entre o real e o imaginário.

A intensidade dos prejuízos causados por esta decepção, que culiminam em suicídio, dependem muito do grau de afeição que temos com as pessoas com as quais passamos maior parte do nosso tempo e/ou com aquelas que conhecemos há muito tempo, com destaque para os nossos familiares. Quanto mais sólidos forem os laços afectivos com estas pessoas, menores serão os prejuízos causados pelas decepções.

Entretanto, tal não implica afirmar que devemos ter uma vida somente confinada à família sem nos permitirmos estreitar relações com outras pessoas. Todos somos movidos pelos nossos sonhos cujo esforço empreendido para a materialização dos mesmos constitue um desafio que nos capacita a evoluir, superando os nossos limites tal como potenciando as nossas habilidades. E esta evolução não se obtém somente com os nossos esforços e/ou com contribuição dos nossos familiares. Passa também pelo voto de confiança que depositamos a quem apenas temos a noção e não a certeza de que é ou tem. Geralmente, a realização dos nossos sonhos requer que corramos este risco.

Assim sendo, estaremos sempre propensos à decepções e quando se efectivar precisaremos, como a água para quem atravessa deserto, da proteção, do carinho, do consolo e da cumplicidade de, principalmente, nossos familiares. E para que estes se mantenham disponíveis para nós é necessário que dediquemos o nosso tempo para aprofundarmos a nossa relação com eles, apesar de, em inúmeras ocasiões, não acharmos neles tudo aquilo de que precisamos para alcançarmos os nossos sonhos. Dessa forma, as mortes causadas por suicídios iriam diminuir.

Portanto, a nossa vida seria mais risonha se a intenção que temos de dar início a uma relação nova de amizade não implicasse desprezar as pessoas próximas, pois que, somente estas podem afrouxar o impacto das decepções causadas pelos novos relacionamentos, contribuindo para a redução dos casos de suicídios no mundo.


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COLUNISTAS

Edson Kassanga

Amante de literatura. Tem como hobby a escrita de poesia e contos. Estudante frequenta o curso de Relações Internacionais no Instituto Superior de Relações Internacionais Ministro Venâncio de Moura/MIREX-Luanda.

Mucuta Mukhuta

Técnico de comunicação. Gosta de escrever reportagens, crónicas, poesias. Filmmaker e Fotógrafo de eventos sociais. Empreendedor e Estudante de economia (Marketing).

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